sexta-feira, 17 de maio de 2013

Relato Útil para leigos sobre Genéricos, Similares e Referência

Boa noite minha gente!
Como estamos?
Ok, então tá.
Hoje, decidi escrever sobre um assunto útil, que envolve minha área de formação, e pode esclarecer as dúvidas que com certeza existem por aí...
Primeiramente, pode ser que esta informação tenha se perdido por aí, em algum lugar, e alguém talvez não saiba, mas daqui há alguns dias, terei o imenso prazer de receber meu diploma de Farmacêutica!
I-U-P-I!
Sim, é isto mesmo, foram longos quatro anos e uns quebrados, pra chegar aqui, por isso me sinto vencedora, e pensando bem, me sinto até bem inteligente, apesar dos pesares.
Pois então, voltando ao assunto que me trouxe aqui:
Percebo que as pessoas tem sérias dificuldades em entender alguns conceitos sobre medicamentos...Questionam-se:
O que é um medicamento genérico? Por que ele é tão mais barato? Qual a diferença entre um medicamento chamado referência/de marca/ (ou até original) e um similar?
São perguntas consideravelmente relevantes e alguém que se preze o mínimo possível, as fará.
Então, como boa pessoa que sou, decidi respondê-las de forma esclarecida, resumida e quase leiga, pra ninguém pirar, no momento em que o balconista da farmácia te bombardear de perguntas!
Comecemos do começo. (dã!)
*Vos pouparei de alguns termos técnicos. Hahaha, sim! Usarei um vocabulário lógico.
http://www.sinfar-rj.org.br

  • O que é o medicamento referência/ de marca?
Medicamento referência, é o medicamento inovador, ou seja, o primeiro a realizar estudos, pesquisas e testes sobre determinado princípio ativo (a substância que cura, ameniza, disfarça sensações ruins e coisa e tal...depende a que fim se destina ). Através destes estudos, são definidos seus efeitos terapêuticos, seus efeitos colaterais, dose tóxica (a dose que prejudica)...Os testes também determinam qual a forma farmacêutica (xarope, comprimido, cápsula, injetável...) mais adequada para determinada dosagem, e coisa e tal.
Toda pesquisa, leva anos para ser concluída, e só depois de comprovados os resultados, ocorre a liberação do Ministério da Saúde para comercialização.

  • O que é o medicamento genérico?
Pois bem, antes de tudo, é preciso mencionar um detalhe importante sobre o medicamento referência, após sua liberação pelo Ministério da Saúde, este medicamento adquire uma patente que pode durar de 10 à 20 anos.
Após o vencimento desta patente, surge a oportunidade de produzir o genérico. Para a produção deste genérico, são aproveitadas as pesquisas realizadas anteriormente, logo, o princípio ativo, a forma farmacêutica, a via de administração (por onde o "remédio" entrará no sistema de alguém) e etc, são exatamente iguais ao medicamento criado anteriormente, são realizados testes que comprovem seu efeito.
Em sua embalagem, deve conter apenas o nome do princípio ativo, e aquela "faixinha amarela" característica, com a indicação da lei que admite sua comercialização. Lei nº 9.787/99

  • Por que medicamentos genéricos são mais baratos?
Calma, genéricos não são mais baratos por serem "Chingling"... O que os torna baratos é exatamente o fato de reaproveitar os estudos do medicamento referência. Por não possuir um nome comercial, e sim apenas o nome do princípio ativo, o marketing torna-se consideravelmente menor, reduzindo boa parte do custo também.
Em suma, o laboratório que o produz, investe um valor bem inferior em todo o processo de fabricação, tornando possível sua venda até 35% mais barata que o "de marca". Mas mantendo sua qualidade e eficácia, que também devem ser comprovadas!
(lembre-se, o princípio ativo é o mesmo, os estudos são os mesmos, a forma farmacêutica é a mesma, o efeito é comprovado com os devidos testes pelo Ministério da Saúde.)

  • O que é medicamento similar?
Medicamentos similares, são aqueles que possuem o mesmo princípio ativo do medicamento referência, mesma concentração, mesmo propósito, mesma forma farmacêutica e posologia (dosagem). Porém, pode diferir em seu veículo (what?), veículo é a substância que define o volume, consistência e coisas do tipo, às formas farmacêuticas. Há alterações na embalagem, na rotulagem, no tamanho do medicamento, no caso de comprimidos e/ou drágeas.
Devido a estas diferenças, o medicamento similar deve realizar estudos próprios, testes e pesquisas que comprovem sua eficácia, disponibilidade no organismo e etc...
O que não o torna IGUAL ao referência, apenas PARECIDO!

Muito bem. Entendemos?
Bom.
Então, vamos esclarecer: desde que seja recomendado por um farmacêutico e/ou médico, é completamente aceitável e segura a troca de um medicamento referência (muitas vezes mais caro!), para um medicamento genérico!
Porém, devido as diferenças contidas em um medicamento similar, não é aconselhável trocar um referência por um similar, ou um genérico por um similar!


Não querendo complicar a vida de meus amigos farmacêuticos e balconistas, mas aconselho a todo e qualquer cidadão, bombardeá-los com perguntas pertinentes!

Afinal, medicamentos têm o poder de alterar várias de nossas funções fisiológicas, e ISTO É UMA GRANDE COISA!



Ok, sinto-me bem melhor agora, que você sabe, e caso tenha ficado alguma dúvida, ficarei feliz em esclarecer...

Ou no mínimo ajudarei você a encontrar a resposta mais precisa!
Dito isto. Finalizo.
*Ps: Não inventei estes conceitos... Só "traduzi", o que retirei daqui:



Beijos!
E...
Saúde.
;)
Thatá...
ops: Dra. Thatá
(cof, cof!)

domingo, 12 de maio de 2013

Relato Sobre o dia das Mães (do meu jeito!)

Mães são excepcionais.
Primeiro elas carregam um incômodo no ventre por nove meses, junto com todas as situações desagradáveis que o fato de estar grávida proporciona.
E mesmo depois do sofrimento e desconforto de tudo, elas ainda têm a responsabilidade de cuidar dos "incômodos" por toda a vida.
Por isso digo que são excepcionais.
E uma mulher que se compromete a criar um filho, mesmo tendo sido gerado por outra pessoa, é tão excepcional quanto a que esperou nove meses.
(esta é uma homenagem genérica!)

Sim.
(esta é uma homenagem particular!)
Acho que meu relacionamento com minha mãe, é interessante.
Ela não me deixa esquecer que, se tem alguém que merece privilégios nesta vida, este alguém é ela.
Ela que merecia comida feita, roupa lavada e coisa e tal, principalmente após tantos anos de dedicação.
Concordo plenamente, em teoria. Hahaha.

Aí a gente discute sobre isso por alguns minutos, depois ri.
A gente briga sobre suas teorias de relacionamento...
A gente briga pelo fato de faltar "s's" em suas palavras...
A gente briga pelo fato de eu ser extremamente relaxada com meus objetos... (ela acabou de dizer, "Olha que bagunça nesta estante, parece tua cara Thatá!)
A gente briga pelo fato dela sempre começar uma história, e bem no meio, se esquecer do final, ou simplesmente se esquecer do meio e já partir para o final.
A gente briga pelo fato de eu insistir em usar maquiagem... (e ela diz que não preciso.)
A gente discute o fato de eu ser tão calma em relação a coisas que deveriam me preocupar.
A gente discute o jeito que ela interpreta as histórias da Bíblia, ou vice-versa.
E a gente discute principalmente o fato de, vez ou outra, eu tentar dizer "Eu te amo". Porque a partir daí surgem desconfianças e sermões...
Hahahaha!
Não adianta, no final, a única pessoa com quem posso compartilhar os detalhes mais sórdidos e tenebrosos de minha vida é com ela!

Digo que nosso relacionamento é lindo, do jeito que é.
A gente se pega. Se discute. Se ama.
E no final, a gente sempre ri!

Eu só queria agradecer Dona Rosa Pereira dos Santos AKA Velhinha, por ter me criado pra uma vida sem frescuras e mimimi.
Se em algumas situações do cotidiano eu demonstro força e caráter, é graças à quem me incentivou a cultivar!

Te amo Velhinha, daquele jeito que a gente sabe!

HAHAHA!

(FELIZ DIA DAS MÃES, à todas as outras também!)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Relato sobre o transporte público, e suas velhinhas

Saí do serviço exatos 3 minutos após meu horário, que grande feito. Que alegria.
Caminhei determinada em direção ao ponto do *trólebus. E olha só, lá estava ele, me esperando.
Entrei, sentei. Posicionei meu livro de maneira adequada, e li, li e li, que maravilha...
Tudo fluía muito bem. Quando...
...O trólebus parou. Percebi uma movimentação anormal entre os passageiros, levantavam-se e questionavam algo, mas eu não estava aqui, estava em algum lugar da Inglaterra, com a Jane Austen.
Prossegui lendo.
Até que ouço o motorista dizer:
"Amigos, vocês precisarão descer, porque o trólebus elétrico da frente quebrou, logo, nenhum outro trólebus que seja elétrico, conseguirá ultrapassar deste ponto. Agora vocês devem esperar o ônibus à Diesel."
Aaaaah...Muita Lei de Murphy em minha vida, viu?
Desci. E instantaneamente comecei a congelar. Frio "coisado".
Permaneci "zen", com meus braços ao redor do corpo, pra tentar aquecer.
Até começar a observar os passageiros inquietos ao meu redor. Um ou outro ali reclamando baixinho...Comedidos. Cansados demais pra alardearem.
Mas...Rapaz...
Sabe aquelas senhorinhas fofas que sentam no banco preferencial, e parecem inofensivas? Transmitem aquele ar de "vovó Benta", cheiram a naftalina e coisas assim?
Pois bem. Adivinhem só quem estava causando "brainstorm"  nos pobres infelizes, cansados trabalhadores, que foram obrigados a descer do trólebus?
Sim. As próprias.
Primeiro xingaram a Dilma, depois comentaram sobre a prima da tia que tinha passado por isso, depois reclamaram do valor da passagem e "onde já se viu, pagarmos tão caro, pra ficarmos na mão?" (cof, cof! aposentadas.), depois reclamaram do motorista, do lugar onde parou, da pessoa que empurrou, da demora dos ônibus, da demora da vida, (e reclamou da artrite, da artrose e do reumatismo, porque faz parte! hahaha!)
Oras, vamos e venhamos, por mais que alguns destes fossem os mesmos pensamentos que eu teria/tive, quem é o trabalhador/ operário/ executivo que quer lidar com esse tipo de questionamento após 8/12 horas de ralação?
Eu queria dar um toque pra elas...Bem sutil...Daquele tipo:
"Minhas senhoras, enfiem suas opiniões goela abaixo, ninguém aqui realmente se importa (neste momento), só queremos ir pra casa!"

Contudo...
Verdade seja dita, a parte mais desanimadora de todo compromisso de uma pessoa que depende do transporte público é... depender do transporte público.  Ninguém fica feliz de esperar 30 minutos, 1 hora por um ônibus, ninguém fica feliz de sacolejar de um lado para o outro em pé, sendo esmagado aos poucos, e ninguém gosta de uma pessoa desagradável trazendo à tona em alto e bom som (acontece sempre na hora do meu cochilo!) aquilo que a gente evita pensar, evita pensar pra ver se de repente, as nossas "viagens" se tornam menos desgastantes e insuportáveis. (não rola, mas...)

Enfim...Depois das lamúrias infinitas das senhorinhas, houve um certo momento em particular, que me chamou a atenção, uma das tiazinhas, nascida por volta de 1850 declarou:
"Esse povo pensa em construir hotel na lua, e ainda não criaram um sistema de transporte público que funcione?"


Ou a tiazinha é muito ingênua, ou ela se esqueceu que as ideias "do hotel na lua" ou da "excursão pra Marte", não partiram necessariamente de um cidadão brasileiro, né?
Mas vamos lá!
Impossível que não haja um brasileiro inteligente sequer, que um dia tenha ideias revolucionárias para o transporte público. Tipo...Quer mudar um pedaço de alguma coisa ruim no Brasil?
Começa daí.
Porque para pessoas, que assim como eu, dependerão deste sistema porcaria, por um bom tempo (minha tendência a cochilar ao primeiro sinal de congestionamento no tráfego, torna minha vida motorista um perigo para a sociedade!) é uma grande coisa.
Só estou dizendo.

Então tá.

Grata pela atenção.
Thatá.

*trólebus: tipo um ônibus, só que maior. tipo um metrô só que menor. tipo um ônibus porque trafega na superfície, e tipo um metrô porque possui pista exclusiva que facilita seu deslocamento de um ponto ao outro. (tecnicamente)
(tipo descrição do Aurélio, mesmo.)