quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Relato sobre meu "Eu" atual, ligeiramente confuso

Sinto-me volúvel.
Quase bipolar.
E este é um assunto muito pessoal, eu sei.
Mas não ligo.
Amanhã pode ser que eu me arrependa.
Seria normal nas atuais circunstâncias.
O que incomoda na verdade, é me sentir exatamente igual a todas aquelas pessoas que sempre critiquei por conta de tanta instabilidade emocional que elas apresentavam!

Não me sinto triste. Muito pelo contrário. Esta é uma das melhores fases da minha vida até o presente momento, e vou confessar...Ultimamente sinto vontade de ser incrivelmente rica só pra pagar alguém pra calar a boca e emitir som zero.
As pessoas adoram trazer à tona o fato de que sou paciente e coisa e tal, mas nem isso me convence.
Algumas vozes me irritam, alguns assuntos nunca deveriam ser mencionados perto de mim, e outras pessoas deveriam existir apenas à milhas de distância, e se eu desconhecesse o nome e o sobrenome seria ideal.

Nunca tive paciência com gente "dark" e cheia de mimimi, mas agora conforme os dias passam, as lamúrias alheias passam a fazer sentido em minha mente esquisita.
Falta-me disposição, muito mais do que costuma faltar, e falta-me vontade de argumentar, e só por isso já me preocuparia!

Já diagnostiquei meu problema e decidi que precisava de vitaminas pra me dar energia e tals...E sinceramente, sei lá.

Eu continuo risonha boa parte do tempo, e continuo amando muita gente, mas não sei por quantos minutos isto pode durar...
Tento manter o interesse em coisas no geral, e tenho falhado claramente.

Alguém mais cristão diria-me:
"Conte isso para Deus."

Já o fiz, e fiz confiante.
Mas decidi registrar pra poder contar a mudança pós-fatos com provas relevantes!

Não queria ser profunda, muito menos deprimente neste post, mas fui.
Então...
Bem...

Fazer o quê?

Hunf.

Thatá


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Relato Conclusivo Sobre 2013

Dois mil e treze foi um ano diferente.
E ninguém conseguiria, jamais, medir a alegria que sinto ao escrever com tanta certeza esta frase:
"DOIS MIL E TREZE FOI UM ANO DIFERENTE!"
Passei muito tempo consciente de que minha vida necessitava de mudanças...E passei muito mais tempo ainda adiando essas mudanças...!
Os acontecimentos deste ano me mostraram que meus conselhos deveriam ser mais ouvidos por mim...E que agir ao invés de apenas pensar, é muito mais proveitoso.
Olhei muitas pessoas nos olhos e tomei muitas decisões significativas, considerei o impacto geral, tanto nas pessoas quanto em mim, e tudo saiu muito melhor do eu esperava.
Entreguei muitas coisas nas mãos de Deus, todas elas foram cuidadas lindamente...E neste ínterim Ele mesmo me aconselhou a andar com minhas próprias pernas, segurando em Suas mãos.

Tive momentos de mudança de mente, e outros momentos de me apegar com garra aquilo em que acredito!
Desdenhei algumas pessoas e me arrependi, valorizei outras e me arrependi mais ainda.
Vivenciei reviravoltas!
Sim.
Por um tempo muita coisa ficou estagnada e sem-graça, parecia meio sem jeito, depois tudo mudou. E eu passei a me dedicar com mais afinco a vivenciar momentos felizes...


Gastei muito tempo em conversas sobre o tempo, e sobre o mundo. Voltei atrás em algumas ideias, e decidi que jogar conversa fora pode ser construtivo (ou não).
Cantei mais vezes, em alto tom, tentei novos arranjos e me arrisquei a fazê-lo sozinha, tranquila, com minhas mãos levantadas, e os pés batendo no compasso, sem pressão.

Conheci muita gente, e reconheci outras. 
Descobri várias facetas de uma pessoa só, e uma qualidade marcante em quem eu só via defeito.

Conversei mais vezes com minha mãe, e descobri que somos melhores amigas, mesmo entre tantas discordâncias.
Me aproximei de alguns amigos, e outros se distanciaram por conta de parte da mudança, e eu sinto saudades, mas me lembro feliz e faço questão que eles saibam.

Alguém não acreditaria, mas entre meus vários: "O QUÊ's?" bruscos e/ou mal interpretados, me tornei mais amável.
Agora eu sorrio pras criancinhas e elas me sorriem de volta, faço carinho em suas bochechas e enxergo toda a beleza inocente que antes passava despercebida. Não significa que acho que todas elas sejam LINDAS ou incríveis, mas eu chego lá...Sem abrir mão de ser realista.


Eu presenciei momentos felizes de meus amigos, e me alegro em ter feito parte de suas conquistas.
Me alegro por minhas conquistas e me alegro com o fim de 2013, mesmo que ache que os dias seguem normalmente, independente de anos-novos ou não!
Mas se temos novas oportunidades...Por que não celebrá-las?

Por que não?

Em suma, eu só queria mesmo agradecer às vezes que o meu cérebro venceu o coração e me fez tomar decisões acertadas, e agradecer da mesma forma as vezes em que ambos entraram em um consenso!
Queria agradecer pelos meus erros, e pela minha maturidade em tentar consertá-los...
Queria agradecer as conquistas no geral...
E agradecer a quem me acompanhou...
Mesmo de longe. 

Eu só quero que tudo seja muito melhor daqui pra frente, e pode começar de hoje.
Que sejam dias sensacionais e realizadores, e que a gente saiba colocar Deus no exato lugar em que Ele merece, acima de todas as coisas!

Beijos,
Thatá
♥

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Relato em Defesa do Silêncio

Eu aprecio o silêncio.
Sério.
É fato que vez ou outra me empolgo. Falo alto e gesticulo, rio de maneira extravagante.
Mas eu aprecio o silêncio.
Quando digo isto, na verdade, estou querendo fazer você entender que, ficar quietinho, sem assunto, só curtindo o som dos grilos, é algo completamente aceitável pra mim!
Li uma vez que, pessoas que não conseguem se manter em silêncio, no fundo, no fundo possuem problemas tão gigantes que não toleram a ideia de parar para pensar.
E eu concordo.
Honestamente, "o mundo" não quer te deixar meditar, não quer que você analise suas opções, e aparentemente, quanto mais barulhenta e cheia de distração for a vida, maior o lucro do sistema!
Não falo como pessoa paranoica, falo como quem observa.
*Repare na dificuldade que algumas pessoas têm em se manterem quietas. 
A ideologia atual prega que, se você não MOSTRAR serviço, tecnicamente você não está realizando nada que faça diferença no mundo...
E eu conheço muuuuuuuuuita gente que acredita neste conceito.
Então a correria em suas vidas é forçada, e consequentemente tentam implantar em quem os cerca este mesmo sistema, esta mesma agonia...Como se a pressa e o desespero fossem sinônimos de eficiência.
Não são.


Quanto mais eu observo, calada, pessoas ao meu redor, mais me convenço de que aqueles mestres chineses têm razão! 
Sim, aqueles dos filmes, que matam de raiva algum outro personagem geralmente apressadinho a espera de alguma resposta...Tudo o que ele (o mestre) lhe oferece, é uma boa dose de quietude, que no final explica tudo, e bláblábláblá...
Penso em quantas situações desagradáveis eu poderia ter evitado, se tivesse me mantido em silêncio por 3 segundos que fossem...
Penso em quantas discussões já foram iniciadas pela falta de concentração e este imediatismo bruto que nos cerca, causado pela ausência de se pensar duas vezes, na verdade...

Eu acho que algumas vozes deveriam ser desligadas e substituídas pelo canto de pássaros, bem ao longe...
Queria ter este botãozinho que quando apertado, me desconectasse de tantos burburinhos desnecessários e conversas que não apresentam outro objetivo além do que perturbar nossa paz de espírito...
Eu queria mesmo.
Queria passar alguns dias diminuindo o som de meus próprios pensamentos e desse lugar a quietude que a vida tenta me oferecer...
E parece tão impossível, tão distante.

Então me contento em me aquietar e observar...E enquanto o "blábláblá" ao meu redor não se encerra, me dignifico a deixar minha mente vagar por conta própria em algum lugar sereno e tranquilo...
Até ser interrompida novamente por gente inquieta...
Mas...O que se há de fazer?

Dito isto, vale a pena citar esta frase do Jackie Chan (♥) em The Karate Kid como Mister Han:

"Ficar quieto, e fazer nada, são duas coisas bem diferentes!"

Queria que o mundo inteiro enxergasse como eu enxergo.
Queria que as pessoas entendessem.
Aiai...

Beijos!
Thatá.
♥