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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Relato de Saudades

Oi blog.
Tudo certo por aqui?
Quanto tempo. Saudades.
Sinto saudades, mas não aquela saudade que a gente sente de gente, sabe?
É uma saudade diferente, daquelas que dá pra adiar.
Eu sinto muito.

Não é como se estivesse acontecendo milhões de coisas na minha vida, ainda não. Tô lutando em favor disso.
Lembra que eu disse que queria viajar? Então viajei.
Lembra que eu disse que queria ler mais? Então, comecei a ler.
Tô no caminho, não tô?
Eu ando trabalhando demais, e reclamando demais, mas decidi não deixar o serviço reger minha vida, viverei à parte. De verdade. Me esquecendo das minhas responsabilidades pelo menos por algumas horas.
Então pode ser que eu volte a este blog com tudo, pra compartilhar minhas experiências. Pode ser...
Por que não?

Enquanto isso...
Enquanto isso sei lá.
A gente se vê.

Beijos,
Thatá.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Relato sobre um sábado reflexivo

Estou de folga em um sábado, muito anormal, graças as reviravoltas de tantas coisas.
Oba.
Planejei este sábado muito bem, e estou empolgada, porém todas as minhas contas mostraram-se erradas, e toda a ostentação esperada terá que ser reprimida.

O que me faz lembrar de minha infância "abastada"...! Como eu era rica e meu dinheiro rendia!!!
A gente recebia essa mesada "super significante" aos nossos olhos, dez reais de minha mãe e dez reais de meu pai (se não me engano)...
Morávamos nessa avenida super movimentada, cheia de possibilidades...Foi lá que eu vi nascer a primeira loja de um- real- e- noventa- e- nove (preço único, eles diziam) e era lá que gastava meu dinheiro todo.

Era incrível, porque entre minhas andanças até o supermercado Pão de Açúcar e a loja de um- noventa- e- nove, sempre sobrava dinheiro para os pirulitos das Spice Girls e chicletes do KLB.
Eu comprava aquela bolacha recheada do Seninha, Fandangos, e esporadicamente sorvete Sem Parar de morango e baunilha, o mais saboroso de toda eternidade, quando custava um pouco menos obviamente.
Lembro que minha mãe gostava daquela bala diet de latinha, e toda vez que ela esvaziava, a tal lata virava meu porta-moedas( perdi uma latinha dessas na mudança com quatorze reais R$ Inesquecível!!!)...Eu conseguia juntar o dinheiro, e as minhas compras eram muito controladas!

Até porque, quem "financiava" os gastos mais úteis era meu pai...
A gente usava Lilica-Ripilica (que era tipo a "A Grife" do momento), tênis Tobogan, sandálias Pampili e coisas e tal...
Os cuidados pra pele resumiam-se aquilo que meu pai achava ideal, mesmo que fosse Shampoo Seda Citrus p/ cabelos oleosos, em nossos cabelos incrivelmente secos...Desodorante "Rastro" a princípio, só pra dar uma refrescada, e hidratante Corpo-a-Corpo surrupiados de mamãe.


Eu peno em admitir que, quanto mais nossos salários aumentam, mais os nossos gastos se tornam irracionais!
Por que eu ganhava vinte reais por mês, e conseguia guardar dinheiro?
Minhas necessidades eram outras, eu sei, mas mesmo assim!
Tudo é tão interessante pra criança, como eu conseguia me conter?
E o que aconteceu comigo no decorrer dos anos, que me faz ter esta ânsia de comprar coisas coloridas e brilhantes com pouca utilidade?

Onde está indo parar meu salário suado, sendo que possuo tão poucas coisas significativas?
Como decidido no post anterior, preciso aprender a economizar!
Meus gastos estão fora de controle, e eu estou começando a me preocupar!

Dito isto, mantenho na mente esta lembrança de quando eu era bem-sucedida financeiramente, pra nunca esquecer que sou capaz! (ironicamente, eu era criança)
Logo, se de repente eu postar no Instagram alguma aquisição fútil e coisa e tal, não pensem duas vezes antes de me criticar! (a não ser que eu tenha conseguido uma boa pechincha!)
Tô precisando de um tratamento de choque, pra mudar radicalmente!
E não pensem que estou me tornando mesquinha, estou tentando ser prudente!
(na tentativa!)

Tudo certo, então?
Então tá.

Beijos,
Thatá.






segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Relato Sobre a Vizinhança

Oi, minha gente!
Estamos todos bem neste início de primavera?
Ótimo.
Fiquei desocupada por uns dias, em casa, sem realizar absolutamente nada! Sinto-me meio envergonhada agora que confesso, mas enfim...O que está feito, está...I don't know...Feito.
Mas...Entre uns dias de ócio e outros...Decidia caminhar pelo bairro, até porque aqui onde moro, pra se conseguir um mercado é necessário uma caminhada de 10 minutos! Nada prático. Mas ok.
A verdade é que morei em outra cidade até meus 8 anos, numa avenida movimentadíssima, cheia de opções de lojas, e paraísos recheados de opções para gastarmos a mesada nos primeiros cinco minutos que pegávamos o dinheiro nas mãos. Eu adorava, mas morávamos de aluguel, então quando meu pai conseguiu comprar a casa, a alegria foi grande, e ninguém se importou muito de abandonar o bairro antigo!
Pois bem, acontece que estávamos acostumadas com o barulho da avenida...Do som dos carros ao burburinho de pessoas...
Então, foi meio chocante pra nos adaptarmos a um bairro de aposentados! Onde reina um silêncio sepulcral, a toda hora.
Sim...Meu bairro é o refúgio de "cidadãos sênior"! 
Pra todos os lados que você olhar encontrará um senhorzinho ou uma senhorinha, bem- aposentados, com suas casas meio grandes demais pra eles, aguando seus jardins ou lavando suas calçadas.
É claro que tinham umas crianças, mas as vizinhas da frente só queriam usufruir de nossas bicicletas, e os meninos, bem...Eram meninos.
E já que estamos falando deles...Numa de minhas andanças pelo bairro, eu avistei aquele mocinho, dos olhos verdes, cabelos loiros, que soltava pipa em frente de casa...Eu achava ele tão belo, mas tão belo...Imaginava que ele seria mais alto quando crescesse, e que seria doutor em alguma coisa...
Logo, quando o vi carregando galões de água pra cima e pra baixo, foi meio decepcionante...Mas não por isso, de repente ele esteja trabalhando pra pagar sua faculdade de doutor, né? Quem sabe...A questão é que ele "enfeiou", seus cabelos escureceram, e sua pele adquiriu uma tonalidade estranha...Quase cinza. Sinistro de se ver. Quase deprimente.
Puxa vida...
Continuei minha trajetória, passei pela farmácia e os mesmos balconistas estão lá, na mesma pose, com seus cotovelos apoiados no balcão...Ao lado tem o bar, e o mesmo senhor negro que se assentava a porta, no horário em que eu saia da escola, continua lá!
Alguns outros bêbados estão mais magros, meio indefinidos, quase sem saúde...
O bazar continua o mesmo, e parece que a dona, está sentada naquele banquinho há dez anos, só dizendo pra suas funcionárias irem lá, e pegarem uma caneta para o cliente e tals...
O senhorzinho solteirão, ainda cumprimenta todo mundo com a mesma veemência quase carência, te pega na conversa e fica difícil se desvincilhar (a vítima não era eu, só observei o fato de ter ido e voltado e o tiozinho ainda estar no mesmo lugar, proseando tranquilamente, enquanto a outra pessoa já se despedia pela trigésima vez!)
Tem a senhorinha que ainda cata latinhas, e diz bom dia de maneira tão feliz, mesmo sem os seus dentes!
Tinha a pracinha, que não está mais lá.
Tem a adega/mercearia e seus preços exorbitantes...
Tem os vizinhos mais conhecidos, tipo, direita-esquerda e início da rua. E tem os vizinhos que nunca sequer vi, se for um bandido invadindo suas residências ou se for o próprio proprietário, pra mim é exatamente a mesma coisa!
E tem a escola, a famigerada. Com seus matagais jardins, seus portões azuis, e a feira de quinta-feira, bem na entrada...E a gente meio que entrava na escola, pisando em restos de peixe e frutas, e legumes, e verduras...! Um charme.
Hoje precisei ir na UBS, e moça me perguntou: "Você mora neste bairro?"
Eu: "Sim."
E ela me deu aquele olhar de "não-tente-me-enganar-mocinha"...
Aí eu apresentei o documento e um comprovante de residência, né? Pra comprovar minha afirmação, e ela aceitou de bom grado.
As vezes me sinto meio "estrangeira" aqui, porque desde meus 16 anos, só vinha em casa pra dormir, jantar e almoçar de domingo...
E então, depois de poder retornar realmente e perambular pelo Jardim dos Campeões, percebi que minha vizinhança não é a do Chaves...
Mas dá pra sentir falta...! Sério mesmo.


E conforme tudo isso vinha a mente, senti uma imensa gratidão!!!
Porque mesmo que eu trabalhe oito horas por dia, e gaste as outras horas neste bairro apenas dormindo, é sensacional a ideia de saber que tenho pra onde voltar! 
Mesmo sabendo que moro por cima de uma antiga fazenda de formigas...Ou...
Mesmo não sabendo quem mora duas casas abaixo da minha!
Eu adoro o silêncio das ruas, e confesso que adoro dar bom dia aos velhinhos amigos de meus pais, por que não?
Só digo que, se nada desse certo e eu me tornasse vereadora, defenderia meu bairro com amor! (até a política tentar me estragar, mas aí é outra história! Hahahahha!)

Beijos,
Thatá.