quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Relato sobre a experiência de doar sangue

Oi gente!
Estou muito feliz em escrever este post pelo simples fato de poder compartilhar um detalhe legal de dias atrás.

Havia decidido em épocas passadas que devia ser mais altruísta e dar mais atenção as necessidades alheias...
Confesso que não estou sendo de todo bem-sucedida, mas...Enfim.
Apareceu a oportunidade de me tornar DOADORA DE SANGUE, e eu admito que antes mesmo de pensar em beneficiar alguém considerei o dia de folga que tinha direito. Eu admito. (mas isto muda)

Decidi me arriscar, porque embora seja um ato simples, algumas pessoas sempre acrescentam detalhes trágicos, desagradáveis e coisa e tal, o que nos faz pensar duas vezes, obviamente.

É tudo muito simples.
Acordei em um sábado chuvoso (15 de fevereiro de 2014) e me aventurei por Santo André (região do ABC Paulista), escolhi o Hospital Estadual Mário Covas, e não tem nada a ver com estrutura, teve a ver com a disponibilidade de horários, a facilidade de doação aos sábados e afins...Não fui doar para ninguém especificamente. Apenas fui. Enfrentei uma ladeira considerável, mas fui.


Os requisitos são básicos:



  • Tenha mais que 50kg.
  • Tenha mais que 16 anos e menos que 67.
  • Vá alimentado.



Você chega, pega a senha, apresenta um documento oficial com foto...
Eles realizam perguntas de praxe, se é a primeira vez que vai doar e coisas do gênero e te encaminham ao ambulatório.
No ambulatório, uma enfermeira afere tua pressão, enquanto a outra faz um teste de glicemia, um exame básico de sangue.
Você aguarda ali, eu aguardei por volta de 6 minutos, e então te encaminham para uma entrevista pessoal com enfermeiros ou médicos.
Então as perguntas são mais pessoais e específicas, mas nada assombroso.

O atendimento oferecido pelos funcionários da Cosan, é realmente muito agradável...Você escolhe o lado que prefere doar, decide se quer água, banheiro e afins antes de todo o procedimento.
Ótimo.


Devo fazer outra confissão aqui: não imaginava que a agulha podia ser tão assustadora!!!
Então se você tem pavor de agulha, e quer doar sangue mesmo assim, vá porque não dói nada, mas talvez seja aconselhável olhar para o lado enquanto a enfermeira dá aquela picadinha b-á-s-i-c-a!
Ok...
Somos instruídos então, a abrirmos e fecharmos as mãos, pra aumentar a fluência do sangue e tals.
O processo dura uns 8 minutos e no final temos aquele lanchinho básico pra nos recompormos e afins!

Conforme observava o sangue pulsar e preencher aquela bolsinha, algo mudou dentro de mim, todo pensamento egoísta foi substituído por felicidade!
Alguns acharão estranho, mas conforme você observa o sangue saindo de sua veia, a realidade te atinge:
AQUILO É PURA VIDA!!!
Sério.
É emocionante saber que outras pessoas viverão por conta de um pouco de vida que você empresta!
Honestamente, fez-me pensar em tanta coisa, e o impacto que meu gesto tão pequeno pode causar.
Acho fascinante o fato de Deus ter-nos feito compatíveis com outros milhões de indivíduos...E acho fascinante o fato Dele ter dado esta sabedoria ao homem pra descobrir este caminho que salvaria e salva muita gente!
Tudo foi criado pra que a gente se ajudasse mutuamente, senão não seríamos compatíveis certo? Ele poderia ter criado cada um com um tipo sanguíneo único, tipo impressão digital, certo?

Portanto, me alegro em agora fazer parte deste grupo de pessoas que ajudam tanta gente.

E se você de repente ainda não realizou nenhuma boa ação neste ano, vá doar sangue é realmente gratificante!
Há vários postos distribuídos por todo o Brasil, com certeza se perguntar ao Google ele te auxilia a encontrar algum posto de coleta próximo a tua casa!

É isso aí!

Beijos,
Thatá.
♥

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Relato sobre o calor e seus efeitos (e minhas opiniões)

Estava sonhando com esta sombra fresca, um ventinho amigo que acalentava e me fazia feliz.
Então acordei, e puxei o ventilador da tomada...
Como um passe de mágica, tudo se foi, e a temperatura real me atingiu violentamente!
OH MY GOD!
Em dias assim, minha preguiça atinge níveis imensuráveis e eu procuro não me mexer bruscamente, que é pra não suar excessivamente ou sentir toooodo este calor...Mas mesmo assim.
Estava aqui parada em frente ao computador, enquanto sentia minha testa esquentar e meu "bigode" começou a reclamar se expressando claramente com gotículas de suor indesejado!

Não consigo me acostumar com calor, nunca.
É como se o calor fosse projetado para pessoas que moram na praia, ou têm acesso direto a alguma árvore que providencie sombra e água fresca.
Cidade grande não combina com calor. (e pequenas também não, a não ser que sejam praianas)



Não importa o tanto que você goste do verão.
Ninguém fica feliz enquanto está preso em seu uniforme, com aquela calça de tecido indefinido, ou aquela rodela de suor embaixo do braço da sua camisa azul escura, ou seja qual cor for, que denuncie seu real estado...Suadouro absoluto.
Ninguém fica feliz por ter de usar um jaleco por cima de toda aquela roupa, e sapatos fechados!
Ninguém realmente curte ficar sentado em frente ao computador num ambiente sem janelas, e um ar-condicionado em uma temperatura que se assemelha ao inverno, em choque com o calor de fora.

Ninguém é mais ágil no calor. 
Até ocorre aquele momento de disposição, que é quando você acorda e olha pela janela, e o céu está azul, o sol está radiante te chamando "pra realizar"...Então você se anima, e sai com a cara e coragem...E toda aquela aparência amigável do verão, te mostra quem realmente é, e na metade do dia, noventa por cento da disposição inicial já se foi!
As pessoas apresentam essa tendência a desmaios e quedas de pressão arterial, e meus amigos...
TODO MUNDO RECLAMA!
Ainda não encontrei alguém, em um dia corriqueiro de sua vida, no trabalho e coisa e tal, que elogie o sol e agradeça a Deus efusivamente pelo calor!
Todo mundo fica ranzinza e ligeiramente insuportável de segunda à sexta.
Sábado e domingo dão uma trela, mas...
Até aí...

Então a gente meio que se contenta e se joga em tudo que seja gelado, de um picolé, a um jato de água no rosto (a maquiagem que fique pra lá)...
*A vontade mesmo é tomar banho de mangueira na hora do almoço do serviço, mas sejamos sensatos

E eu particularmente não paro de me questionar, se o verão todo não deveria ser de férias geral!

Todo mundo iria pra algum lugar onde houvesse mar...E sombra...E vento...E sorvetes a vontade!

Então todos os comerciais de cerveja, Coca-Cola e emails do Hotel Urbano fariam o maior sentido do mundo!

Apoiado???
Ou vai me dizer que você gosta deste calor, mesmo preso em teu escritório?
Gosta?
Ok, então.

Vou tentar respeitar.
Mas acho que minha ideia é super válida e deveria ser levada a sério.
Hahahaha.

Beijos,
Thatá
♥





segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Relato sobre um sábado reflexivo

Estou de folga em um sábado, muito anormal, graças as reviravoltas de tantas coisas.
Oba.
Planejei este sábado muito bem, e estou empolgada, porém todas as minhas contas mostraram-se erradas, e toda a ostentação esperada terá que ser reprimida.

O que me faz lembrar de minha infância "abastada"...! Como eu era rica e meu dinheiro rendia!!!
A gente recebia essa mesada "super significante" aos nossos olhos, dez reais de minha mãe e dez reais de meu pai (se não me engano)...
Morávamos nessa avenida super movimentada, cheia de possibilidades...Foi lá que eu vi nascer a primeira loja de um- real- e- noventa- e- nove (preço único, eles diziam) e era lá que gastava meu dinheiro todo.

Era incrível, porque entre minhas andanças até o supermercado Pão de Açúcar e a loja de um- noventa- e- nove, sempre sobrava dinheiro para os pirulitos das Spice Girls e chicletes do KLB.
Eu comprava aquela bolacha recheada do Seninha, Fandangos, e esporadicamente sorvete Sem Parar de morango e baunilha, o mais saboroso de toda eternidade, quando custava um pouco menos obviamente.
Lembro que minha mãe gostava daquela bala diet de latinha, e toda vez que ela esvaziava, a tal lata virava meu porta-moedas( perdi uma latinha dessas na mudança com quatorze reais R$ Inesquecível!!!)...Eu conseguia juntar o dinheiro, e as minhas compras eram muito controladas!

Até porque, quem "financiava" os gastos mais úteis era meu pai...
A gente usava Lilica-Ripilica (que era tipo a "A Grife" do momento), tênis Tobogan, sandálias Pampili e coisas e tal...
Os cuidados pra pele resumiam-se aquilo que meu pai achava ideal, mesmo que fosse Shampoo Seda Citrus p/ cabelos oleosos, em nossos cabelos incrivelmente secos...Desodorante "Rastro" a princípio, só pra dar uma refrescada, e hidratante Corpo-a-Corpo surrupiados de mamãe.


Eu peno em admitir que, quanto mais nossos salários aumentam, mais os nossos gastos se tornam irracionais!
Por que eu ganhava vinte reais por mês, e conseguia guardar dinheiro?
Minhas necessidades eram outras, eu sei, mas mesmo assim!
Tudo é tão interessante pra criança, como eu conseguia me conter?
E o que aconteceu comigo no decorrer dos anos, que me faz ter esta ânsia de comprar coisas coloridas e brilhantes com pouca utilidade?

Onde está indo parar meu salário suado, sendo que possuo tão poucas coisas significativas?
Como decidido no post anterior, preciso aprender a economizar!
Meus gastos estão fora de controle, e eu estou começando a me preocupar!

Dito isto, mantenho na mente esta lembrança de quando eu era bem-sucedida financeiramente, pra nunca esquecer que sou capaz! (ironicamente, eu era criança)
Logo, se de repente eu postar no Instagram alguma aquisição fútil e coisa e tal, não pensem duas vezes antes de me criticar! (a não ser que eu tenha conseguido uma boa pechincha!)
Tô precisando de um tratamento de choque, pra mudar radicalmente!
E não pensem que estou me tornando mesquinha, estou tentando ser prudente!
(na tentativa!)

Tudo certo, então?
Então tá.

Beijos,
Thatá.
♥